Marcos Bayer
Assim como Fernando Collor e seu pequeno PRN - PARTIDO DA RECONSTRUÇÃO NACIONAL, agora, Jair Bolsonaro e seu pequeno PSL - PARTIDO SOCIAL LIBERAL, vencerá a eleição presidencial. Ambas vitórias, em 1989 e 2018, demonstram uma grande repulsa do eleitorado com as mesmas práticas, a corrupção e a inércia de sempre.
Collor venceu contra os marajás do serviço público. Bolsonaro vencerá contra a insegurança. A corrupção deve continuar porque é inerente ao comportamento humano. Será maior ou menor a depender da composição do poder.
Assim como Collor abriu a economia, Bolsonaro terá que tratar da previdência, dos tributos, dos juros e da reforma partidária. Quanto mais tempo passa, mais as pautas se acumulam.
Os grandes derrotados são PSDB e PT. Os outros não existem mais.
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
quinta-feira, 4 de outubro de 2018
Principia Mathematica
Marcos Bayer
O título é uma homenagem a Isaac Newton pelos seus estudos de física e mecânica, além de tantas outras hipóteses que lhe passaram pela cabeça.
A mecânica é inerente ao homem e aos animais. O movimento das estruturas ósseas, desde o cavalgar dos cavalos - nosso primeiro automóvel terrestre - até o movimento das asas que lançam os pássaros no espaço. Sem esquecer a mecânica do nadar dos peixes, aos trejeitos das baleias.
Até aprendermos a forjar o ferro, a ossatura e a madeira moviam o mundo.
Com a mecânica industrial, recente na História humana, entramos numa fase onde a tração tem mais potência.
Os passos do cavalo se transformam em HP (Horse Power) dos motores movidos a vapor ou a petróleo.
Este grande mundo mecânico industrial nascido no século 19 está sob intensa transformação no século 21.
Em vários processos a força mecânica é transformada em leveza digital. TOUCH SCREEN. O leve toque na tela, como faço agora, neste momento.
O mundo digital é mais silencioso, mais frio, mais solitário e mais próximo - distante.
Não tenho capacidade, nenhuma, de prever o futuro.
Mas, minha intuição diz que o mundo virtual será um refúgio psico - emocional para o mundo real.
E o confronto interno em cada ser humano será encontrar o equilíbrio entre os movimentos mecânicos e o toque suave da ponta dos dedos. Como na Insustentável Leveza do Ser de Milan Kundera.
terça-feira, 2 de maio de 2017
Cyber Monstrum Mundi
Cyber Monstrum Mundi
Marcos Bayer
Se o latim estiver
correto, estou falando de um Monstro Cibernético Mundial.
Monstro pela forma,
cibernético pela tecnologia e mundial pelo tamanho.
Falam de uma intensa
e rápida mudança nos hábitos de comunicação e trabalho da humanidade. Falam da
aplicação da cibernética em todos os níveis de produção. Desde o controle do
plantio das sementes de soja até o acompanhamento da cotação das ações nas
bolsas de valores.
Falam das redes
sociais, dos blogs, dos jornais eletrônicos e das amizades virtuais. A
tecnologia ocupa espaços que eram nossos, dos humanos.
Algumas profissões
desaparecem ou pelo menos diminuem. Quando vejo um carteiro uniformizado
pergunto-me o que ele entregará em mais alguns anos?
As relações humanas são
mais rápidas e, presumo, mais estéreis. Ou pelo menos mais superficiais.
Estatísticas mostram
que aumentam de doenças neurológicas, entre elas a ansiedade e a depressão.
Aumentam as taxas de suicídio entre os jovens. O mundo está mais competitivo. O
mercado está presente em toda a programação das televisões, entre os segmentos
de qualquer programa, na Internet, nos e-mails e nas redes sociais. Nas
revistas impressas e nos jornais que ainda circulam sob a forma física, também.
As pessoas
alimentam-se mais rápido e já não conversam à mesa, pois suas pequenas máquinas
de comunicação não permitem interação humana. As digitais têm a preferência.
Todos querem mostrar quase tudo. Ninguém explica mais nada.
Até os professores,
nossos melhores interlocutores, estão falando cada vez mais à distância.
Estamos, todos,
submetidos ao sistema. Não sei qual é o sistema, mas é um sistema que quando
“cai”, paralisa quase todas as nossas atividades.
Não sei para qual
mundo estamos caminhando. Não tenho nem ideia, para ser sincero.
Criamos um mundo
virtual porque não conseguimos resolver as questões do mundo material. Entre
elas a fome, o emprego, a saúde, a educação e a segurança.
Festejamos o UBER
que é a maior frota de táxi sem que nenhum veículo pertença ao dono da ideia criadora.
Da mesma forma com a
hospedagem pelo sistema Airbnb. Um hotel com filiais
espalhadas pelo planeta.
A política perde
espaço para as corporações nacionais ou transnacionais. Os governos são geridos
por elas. Vejam o que acontece hoje no Brasil.
No mundo corporativo
não existem pessoas, apenas números e consumidores.
Todas as empresas
querem clientes e por isto inventam necessidades para produzirem, venderem e
sobreviverem. O mundo globalizado é um mercado insone.
Somos mais felizes?
Temos mais amigos? Com quem interagimos?
Máquinas já interagem
com máquinas. Códigos e senhas orientam nossas vidas.
Para onde caminhamos?
Para uma nova ordem
mundial baseada na artificialidade?
Se nós vivemos no
mundo físico – químico – bilógico, e vivemos, não é nele que temos que
interagir?
sexta-feira, 17 de março de 2017
O pêndulo da suspeição
O pêndulo da suspeição
Marcos Bayer
Por agora, vamos falar de conceitos e deixar os
números para depois.
O país vive um momento de crise e nela temos que
encontrar soluções. Isto é tão obvio quanto o diagrama chinês da
crise/oportunidade.
Não restam dúvidas de que temos que discutir e
aprimorar o sistema previdenciário e as relações de trabalho e capital. No
mundo inteiro se faz isto, de uma maneira ou de outra.
Não há dúvidas de que as populações mundial e
brasileira crescem e aumentam os anos de vida. Maravilhas da ciência, da
medicina e da evolução.
Mas, o pano de fundo é sempre a relação capital e
trabalho. Relação milenar, aliás.
Observem os movimentos deste governo federal, vice
da presidente afastada do cargo por razões sabidamente conhecidas.
A CAIXA ECONOMICA FEDERAL - CEF, instituição
financeira pública, libera as contas inativas do FGTS para milhões de
brasileiros, sob o argumento de que injetará recursos na economia para, de
forma Keynesiana, movimentá-la.
Este fundo (FGTS) que deveria ser uma
garantia/poupança na aposentadoria tem um rendimento pífio, menor do que
qualquer aplicação financeira no país. Além de ser a mola mestre para financiar
a construção civil de várias escalas.
As reportagens dos telejornais informam que a
maioria das pessoas utilizará o dinheiro liberado para pagar dívidas. Logo, o
que estamos vendo é mais uma transferência de capital da banca pública para a
banca privada. Mas, supondo que as dívidas fossem majoritariamente com a banca
pública, CEF e Banco do Brasil, ainda assim é uma transferência de capital
pouco remunerado no FGTS para quitar dívidas de capital com juros altíssimos. Os
juros dos empréstimos pessoais, consignados em folha, cartões de crédito,
cheques especiais e outros mais.
Além disto, depois da suspeição levantada pela lista
do procurador geral da República, Rodrigo Janot, oitenta e três pessoas, entre
elas, seis ministros de Estado, dois ex-presidentes da República, ex-presidente
e atual do Senado Federal, atual presidente da Câmara dos Deputados, senadores,
governadores e deputados federais, fazem parte do conjunto político que
pretende decidir sobre duas matérias essenciais à vida dos brasileiros:
previdência e relação trabalho/capital.
Com qual autoridade política ou moral, poderão eles
dizer à nação façam isto ou aquilo? Trabalhem 49 anos e aposentem-se aos 69.
Contribuam e recebam dois ou seis salários mínimos e nós receberemos 30
salários...
A atividade política é nobre e necessária. Sem a
política não há sociedade organizada, não há avanço, não há esperança.
Mas, das duas uma: Ou o Ministério Público Federal
está enganado ou o nosso Congresso Nacional está podre.
Ou ainda, o sistema político brasileiro está podre
em todos os níveis de jurisdição. Ou eu estou doido?
domingo, 5 de março de 2017
W.M. Bayer
W.M.Bayer
Marcos Bayer
Dia 14 de Março,
próximo, fará 46 anos que WMBayer morreu em acidente na BR 101, aos 38 anos de
idade, ali perto do Posto do Holandês. Era na tarde de um domingo...
Lembrar dos nossos
queridos é parte da condição humana. Mas, na dor da ausência, na aguda dor da
ausência, fica sempre um exemplo, um gesto, um grito e um pedaço do ser humano.
WMBayer foi criado e
forjado em Tijucas. E trazia dentro dele toda a grandeza de uma pequena imensa
cidade de um dos vales mais lindos desta Santa Catarina.
Com apenas 1,68 metros
de altura foi campeão de salto (em altura) no Colégio Catarinense, em
Florianópolis, numa turma em que foi colega do Senador Jaison Tupy Barreto,
entre tantos outros ilustres barrigas-verdes.
Explodia em alegria,
otimismo e vontade. Inteligência nunca lhe faltou. Determinação, também não!
Aos 33 anos, como
Presidente da Confederação Nacional das Empresas de Crédito – CONTEC, no Rio de
Janeiro, condenou o Decreto-Lei n° 72, de 21 de novembro de 1966, que reuniu os
seis Institutos de Aposentadorias e Pensões no Instituto Nacional de
Previdência Social – INPS.
Sem medo, em pleno
regime militar, disse ao Ministro do Trabalho e Previdência Social Jarbas
Passarinho, em sua sala de trabalho, no centro do Rio, sob as luzes do Jornal
do Brasil e da imprensa brasileira, que aquele decreto aniquilaria os
institutos de previdência já organizados, como o IAPB, dos bancários, e
nivelaria por baixo a previdência nacional.
Foi ameaçado pela
ditadura, resistiu em público e continuou sua luta sindical até retornar para
Santa Catarina e começar a construção de seu sonho familiar em Tijucas.
Naquele domingo de
tarde, em 1971, morreu...
Faço esta pequena
digressão porque estamos vendo, agora, a destruição final da previdência
pública no Brasil, sob o argumento de que está falida.
Quem a fez falir?
Estes nossos
representantes que ganham R$ 34 mil mensais, mais R$ 97 mil de verbas de
gabinete e mais compensações para almoçar, abastecer seus veículos, imprimir
suas correspondências e remetê-las pelos correios?
Ou foram seus
sonegadores, seus abutres internos, seus operadores inescrupulosos ou seus
ladrões capacitados?
Que tipo de homens nos
governa hoje? Pigmeus de caráter?
Que tipo de homens
governará o Brasil de amanhã?
Entre as dúvidas e a
saudade, deixo aos meus apenas o exemplo de meu pai, W.M.Bayer.
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