terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Os nossos e os deles...





Os nossos e os deles...

Marcos Bayer

Depois que o nosso mais lido colunista político, pago pelo TCE/SC, entrou na área turística, somos compelidos a fazer breves considerações.
Lá, os europeus estudam oito horas por dia na educação básica, falam mais de um idioma, conhecem História, preservam suas identidades culinárias, arquitetônicas, musicais e tantas outras...
Lá, na Europa ou nos EEUU, quando o político afana ou furta, vai para a cadeia...
Lá eles preservam o antigo e constroem o novo. Às vezes lado a lado, como em Berlin, por exemplo.
Lá, nas águas da Grécia, não se vê dejetos humanos boiando. Nem ao longo da borda mediterrânea de cima.
Lá eles já resolveram o problema do esgoto enquanto nós ainda estamos a resolver o problema da água... Aqui tão abundante.
Lá quando lota é porque está lotado. Usam um sistema de reservas, até para os restaurantes melhores...
Em Porto Fino, na Itália, na foto, não se veem os automóveis, nem monstrengos arquitetônicos...
Em Saint Tropez, na França, na foto, não há espigões...
Em Cherry Groove, na Fire Island, em Nova York, pelas condições geográficas, os automóveis ficam aqui e a travessia é feita em ferry boats para o lado de lá...
Aqui, na Ilha da Magia, governada por um bando de manés iletrados, quase todos financiados por meia dúzia de espertalhões, as leis são para a exploração máxima, em todos os sentidos. Exaustão...
Além de mal preparados, muitas vezes até no caráter, sequer vão ao cinema para aprender com o que os filmes mostram...
O sistema CASAN, um poço sem fundo, opera com 40% de perdas. Para cada 100 litros produzidos, 40 são perdidos em pequenos vazamentos ou em “gatos”. No outros 60% ainda temos que contabilizar quanto sai pelos ladrões...
Não sabemos cuidar dos nossos rios, sequer dos nossos canos...
A bastança nos faz perdulários...
Poderíamos ter grandes estacionamentos na área de Paulo Lopes e ou Biguaçú e de lá trazer os turistas embarcados para ocuparem o sul e o norte da Ilha. Nela usariam bicicletas ou motos, como nas Ilhas gregas, ou táxis e bondes.
Aqui já houve uma arquitetura açoriana, casarões imponentes, uma cultura grega e libanesa, mesclada à negra, na região comercial do Mercado Público. Puseram abaixo. Tudo bem, não sabiam onde era Curaçao no Caribe ou Amsterdam. Nem fotos viram...
Começaram os edifícios... A maioria caixotes sem graça... Sequer as loucuras de Nova York souberam copiar... Ou da Postdamer Platz de Berlin ou até mesmo o aço envidraçado de Dubai... E havia Brasília como inspiração inserida na Lagoa da Conceição e no Aterro da Baía Sul tomado pelo bazar dos mais necessitados e pelos ônibus desabrigados...
Nem em Veneza souberam buscar ideias ou inspirações...
E aí os espertos, os tansos e os bocós que conviviam tão bem com os imigrantes europeus, aportados no século XIX e que formaram as famílias que demarcavam a Ilha e seu entorno, foram perdendo “terreno” para os novos cowboys and rangers, como em Los Angeles, na corrida do ouro norte americana...
E a Ilha virou esta geleia geral brasileira com pitadas estrangeiras, onde uma classe de burocratas ociosos e políticos meia boca, vendem licenças e favores em troca de alguns trocados a fim de entrarem para o mundo das estrelas do pagode, do futebol, da gastronomia, da publicidade, da música eletrônica e de outras tribos que aportam por aqui...
Eles matam a galinha dos ovos de ouro, a Ilha que poderia dar sombra e água fresca para tantas gerações, como deu para a minha e as anteriores...

E foi na sombra e na água fresca que a Ilha foi mais exuberante sob todas as formas... Inclusive com as pessoas que aqui construíram e viveram seus sonhos.

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